Monday, June 8, 2009
Monday, March 23, 2009
descrever um espaço
Entrei e o que mais me destacou foi a quantidade de pessoas que ocupavam o meu espaço, o espaço das minha velhas e confiáveis colunas, o espaço das minhas novas e queridas colunas.
Logo à minha direita estava o espaço daquelas leituras do meu pai, diversas estantes. Numa das quais a robusta “Palavra de Deus” e noutra, a grandeza e importância do atlas da Europa, com recheados esclarecimentos de monumentos e países.
Todo o resto daquele ostentoso espaço, estava com a brancura da parede e com o pérfido das mais variadas tábuas de madeira ou simples tábuas que abrem e fecham.
No chão, estava o soalho tímido, resguardado pela alcatifa.
No núcleo, uma secretária. Debaixo desta, duas belas memórias distintas e algo mais. Sobre esta, várias acústicas, falas ruidosas, livros, ecrãs e as mais enteadas memórias portáteis. Isto rodeado de pessoas incríveis e com cadeiras de movimento e de estabelecimento.
Por fim, num dos cantos encontra-se o mais querido objecto de som. Um belo piado com quase uma década mas jeitoso.
É o segundo espaço onde passo mais tempo da minha casa.
autobiografias
Tinha acabado de receber a pior noticia que uma rapariga poderia receber mas até estava contente
O pior foi quando descobri que afinal não era a pior, aquilo que acabara de ouvir era muito mau, ainda por cima era duplo, era como uma catástrofe. Aquela coisa abalou-me fiquei atordoada, em choque, não tinha noção do que acabara de ouvir.
Um era interno e comprido outro era esponjoso e plástico. Não era bom, nem mau, nem medíocre, era péssimo. Abala com qualquer autobiografia.
Agora tenho medo de perder essas duas “autobiografias”. Resmungo todas as noites.
A primeira “autobiografia” teve de ser operada, correu bem, até ouvi a voz, na altura, estava cansada, esgotada, quase acabada, mas aquilo alegrara-me. Pode-se dizer que é o crânio da família.
A segunda “autobiografia” está a ser sintetizada, e teve a pior consequência: “ficar sem pêlo, pêlo comprido e belo”. Na altura, da devastadora consequência, momentos antes tivera a assistir a isso na televisão. No momento a seguir aparecera a “autobiografia” prontinha a cumprir essa consequência, ainda por cima no meu canto. Como é possível?
Aquilo é devastador mas até fica bem. Esta “autobiografia”, até aguenta melhor do que eu.
A todo o momento, tenho medo de perder estas duas “autobiografias”, só agora sou capaz de identificar as características das mesmas.
Não quero que seja tarde de mais.
Monday, January 26, 2009
furacão, não venhas
quando te ouvi chegar
nem queria acreditar
depois daquela força
vies-te tu, furacão
furacão, não venhas
fica longe de mim
pois sou fraqueza
e não assumo isso
vies-te sem pedir
vies-te sem medos
vies-te tirar o meu fôlego
e agora aqui ‘tou
sufocada e cheia de medos
irrita-me saber que estás ai
tão cheio e tão vivo
vies-te destruir aquilo que era meu
perdi-me e agora não sei o caminho
aquela calma com que destruías o meu mundo
irritou-me mais uma vez
mas,
dei-te,
e um sorriso me arrancas-te
no meio do meu desastre
já nem consigo fazer nada de jeito
tudo o que era perfeito, acabou
preciso de me acalmar
preciso de ter paz
ainda aquele som a vibrar
rebentava comigo, mais ainda
ok, acabou
parabéns ganhas-te nesta batalha
mas não me ganhas a vida
carlaenes
Tuesday, December 16, 2008
estou a ler
Autor: Tom Wolfe
Monday, December 1, 2008
Parabéns Mãe
nascera mãe bonita e simpática
logo não tardaria
a bela festa asiática
de tão preciosa beldade
merceria belo ramo de rosas
sem fôlegos e mentiras
cheias de amor e carinho
ó mãe nossa abençoe
nossa humilde casinha
carla enes
Sunday, November 30, 2008
dar um pouco mais
Se a tua voz trouxer mil vozes para cantar,
Vão descobrir mil harmonias belas
Que ao céu hão-de chegar.
Fica mais rica a alma de quem dá,
Chega mais alto o hino
De quem vive a partilhar.
Refrão:
Tu tens que dar um pouco mais do que tens,
Tens que deixar um pouco mais do que há,
Se vais ficar muito orgulhoso vê bem,
Tens que te lembrar.
És um grãozinho de uma praia maior,
E deves dar tudo o que tens de melhor,
Para avaliar a tua alma há leis,
Tu tens que dar um pouco mais do que tens.
O tempo vai e de um rapaz um homem vêm,
Sem medo vê,
Porque o destino vai em frente p’ra servir o bem,
É tão profunda a mensagem que chegou,
São tão seguras e claras
As lições que ele tirou.
Refrão:
Tu tens que dar um pouco mais do que tens,
Tens que deixar um pouco mais do que há,
Se vais ficar muito orgulhoso vê bem,
Tens que te lembrar.
És um grãozinho de uma praia maior,
E deves dar tudo o que tens de melhor,
Para avaliar a tua alma há leis,
Tu tens que dar um pouco mais do que tens.
Para avaliar a tua alma há leis,
Tu tens que dar um pouco mais do que tens.